Junho Roxo: Paraná é pioneiro na conscientização sobre o Lipedema

O mês de junho agora tem uma cor especial no Paraná: o roxo. A cor representa uma luta silenciosa, mas urgente — a luta de milhares de mulheres que convivem com o lipedema, uma doença ainda pouco conhecida, muitas vezes confundida com obesidade, e que causa dor, inchaço e desconforto estético, principalmente nas pernas.

Graças à mobilização parlamentar e à sensibilidade com a causa, o Paraná tornou-se o primeiro estado do Brasil a legislar sobre o tema. A Lei 22.036/2024, que institui o Junho Roxo como mês oficial de conscientização sobre o lipedema, foi aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa e já está em vigor em todo o estado.

O objetivo da lei é ampliar o conhecimento da população sobre a doença, incentivar o diagnóstico precoce, estimular a criação de políticas públicas e fomentar pesquisas científicas sobre o lipedema, que afeta cerca de 12,3% das mulheres brasileiras.

“Há muitos anos eu sofro com lipedema. É uma doença invisível que afeta milhões de mulheres no mundo todo. Por isso, apresentei o projeto de lei que instituiu o Junho Roxo no Paraná. Estou empenhada na conscientização sobre a doença e na importância do diagnóstico precoce para aliviar o sofrimento de tantas mulheres que também convivem com essa condição”, afirmou a deputada cantora Mara Lima.

Apesar de ser conhecida pela medicina há mais de 80 anos, a doença foi reconhecida oficialmente pela Classificação Internacional de Doenças (CID) apenas em 2022. O lipedema é caracterizado pelo acúmulo anormal de gordura em áreas específicas do corpo, especialmente nas pernas, acompanhado de dor, hematomas frequentes, sensação de peso e desconforto estético. Por ser confundido com obesidade ou linfedema, o diagnóstico correto costuma levar anos.

Mesmo sem cura, o lipedema pode ser controlado. Os tratamentos incluem fisioterapia, alimentação anti-inflamatória, suplementação, medicamentos e, em alguns casos, procedimentos cirúrgicos especializados.

“Precisamos garantir que o sistema de saúde esteja preparado para acolher essas mulheres. É fundamental capacitar médicos e profissionais da atenção primária para identificar os sinais do lipedema e encaminhar as pacientes ao tratamento correto. Informação salva, acolhe e transforma vidas”, defende a deputada.

“Com a campanha Junho Roxo, o Paraná dá um passo importante para romper o silêncio em torno dessa condição e ampliar o cuidado com a saúde da mulher”, concluiu.

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